Um Julho que entrou pra História!

Mc Leonardo

O mês de julho de 2014 prometia ser o melhor mês do ano, não só para mim como também para todos os brasileiros. Prometia para mim pois eu estava de passaporte carimbado e passagem comprada para embarcar no dia 21, data do meu aniversário, para fazer um show em Nova Iorque. Prometia para o povo brasileiro pois a Seleção Brasileira poderia levantar o caneco da Copa do Mundo no dia 13. Bem, com absoluta certeza, afirmo que o mês de julho não foi nem de longe o melhor mês e também não deixará saudades, contudo jamais sairá de nossas lembranças.

Noite do dia 4, todos comemorando a classificação da Seleção para as quartas de final, quando, na coletiva de imprensa logo após
o jogo contra a Colômbia, informa-se que Neymar, nosso principal jogador, estava fora da Copa devido a uma “entrada” dura e por
trás do jogador colombiano Zúñiga.

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Criação do imperialismo, Hamas ascende ao poder em meio à crise de representatividade política e frustrantes negociações de paz

Por Lara Sartorio

No último mês a barbárie do genocídio em Gaza esteve estampada em números, fotos e manchetes de jornais, que, em limitados caracteres, enquadravam o sofrimento prolongado de uma população inteira. Qualquer pretexto apresentado pode ser facilmente
refutado quando os “danos colaterais” passaram a ser o único alvo. Imagens de crianças mutiladas e tantas histórias roubadas ridicularizaram os argumentos de segurança e “contenção do terror” da ofensiva sionista chamada “Operação Bordas de Proteção”. No fim de julho eram 56 mortos em um lado, 3 deles civis, e pelo menos 1.400 mortos no outro, dos quais poucos não são civis: não é difícil concluir qual lado é o opressor e qual é o oprimido. A operação terrorista ininterrupta do Estado de Israel, desde 1948, promove uma limpeza étnica na Palestina com patrocínio dos Estados Unidos e consentimento universal.

Os acontecimentos recentes são relatados pela mídia como uma guerra antagonizada pelo Movimento de Resistência Islâmico, o Hamas – frequentemente tido como uma organização extremista e terrorista –, e o Estado sionista de Israel. Esse tipo de narrativa forja pretextos e possibilita um sequestro do movimento em dimensões externas e internas. Por um lado, Israel e Estados Unidos justificam suas ações de barbárie sob o argumento de “autodefesa” contra o terrorismo, pormenorizando a desumanização de um povo e possibilitando o massacre. Por outro lado, o Hamas amplia sua influência dentre os palestinos, heroificado como único líder capaz de sustentar o avanço através da violência revolucionária para a libertação.

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Perfil de Plínio Arruda Sampaio: coração de estudante

Por Paulo Rogério Gilani

Aos 83 anos, 60 deles de luta pela criação e expansão da esquerda no Brasil com vistas às conquistas sociais que sempre sonhou, avô, pai de seis filhos, o ex-deputado federal Constituinte, Plínio de Arruda Sampaio, morto em 8 de julho, conseguiu a proeza de continuar a ser admirado pelos jovens brasileiros até seus últimos dias. O deputado federal Ivan Valente, membro do diretório nacional do PSol, partido de Plínio, lembra também que “uma outra marca da sua carreira política foi a de sempre se manter à esquerda na composição dos partidos políticos brasileiros”. Petista histórico, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lembra que sua relação com Plínio de Arruda começou quando ainda era muito jovem em reuniões religiosas na casa de seus pais. “Desde sempre sua atuação foi marcada pela firmeza de propósitos e coerência política. Sempre lutou pela justiça social para atingir o grau de fraternidade e igualdade entre os brasileiros”, definiu Suplicy. Desde então, Plínio de Arruda e Suplicy caminharam juntos na política.

O senador petista lembra que Plínio, depois de voltar do exílio, que durou de 1964 a 1976, idealizou um partido de esquerda democrático
e de massa, ao lado de políticos da ala esquerda do então Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Resolveu apoiar ao Senado o candidato Fernando Henrique Cardoso pela sublegenda do MDB em 1978.

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Viva o pretoguês!

Por Marcos Bagno

Nós, brasileiros e brasileiras, ao contrário dos portugueses e dos falantes de espanhol, francês, inglês, italiano, alemão e tantas outras
línguas, não usamos o verbo ter quando nos referimos a sensações físicas e a sentimentos. Não é nada brasileiro dizer coisas do tipo
“tenho fome”, “tenho medo”, “tenho dor de cabeça”, “tenho frio”. O que dizemos é: “estou com fome”, “estou com medo”, “estou com dor
de cabeça”, “estou com frio” e por aí vai. E se eu quiser traduzir uma pergunta boba como: “Você está com a chave?” para o inglês, o francês, o espanhol, o alemão, vou ter de usar nessas línguas o equivalente ao verbo ter, como, aliás, em português europeu: “Tens a chave?”.

Ora, em quimbundo e em quicongo, duas das língua mais faladas em Angola, a ideia de “ter” se expressa com o verbo (ku)kala, que significa ‘estar, morar, residir’, seguido da preposição ye (quicongo) ou ni (quimbundo), equivalente ao nosso com: Tuala ni jihenda, literalmente, palavra por palavra, “estamos com saudades”! E o mesmo tipo de construção ocorre em outras línguas do grupo
banto, como o suaíli, o lingala e o zulu.

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"Deve ser porque procuro mais do que você"

Por Alexandre Matias

Houve um tempo em que só era possível ter uma carreira musical com a chancela de uns poucos. Rádios, gravadoras e emissoras de TV davam as cartas e decidiam o futuro da música gravada dando seu aval para poucas dezenas de escolhidos, deixando milhares de talentos à própria sorte para bancar seus discos e tentar emplacar uma música no rádio na marra, sem jabá. 

Esse tempo começou a ruir em câmera lenta a partir de uma série de invenções que, no final do século passado, mudaram a forma como consumimos música. Em 1994 foi lançado o formato MP3 pelo Sociedade Fraunhofer na Alemanha, que permitia compactar um arquivo de áudio de forma que uma canção de cinco minutos – que antes pesava 50 MB – passasse a pesar menos que cinco megabytes. Em 1997 é lançado um portal chamado mp3.com, que permite a qualquer um subir suas próprias músicas na internet, abrindo um filão de arquivos que permitiam o armazenamento de conteúdo digital online que dura até hoje (e alimenta o que tornou-se conhecido como “nuvem” – informação digitalizada acessível de qualquer lugar). Em 1999 foi inventado o programa Napster, criado para facilitar a transferência de músicas entre computadores de um mesmo dormitório universitário, mas que, graças à internet, possibilitava a qualquer um baixar
músicas diretamente do computador de outra pessoa. A invenção do MP3 player, o sucesso do iPod, a ascensão da Apple como força
na indústria musical, a criação dos torrents e a popularização de serviços de streaming – tudo isso aconteceu já no século 21, e é
consequência direta da lenta escalada do MP3 como formato musical padrão na segunda metade dos anos 1990.

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Suicídio de Getúlio, há 60 anos, garantiu a continuidade de suas políticas, eleições e mesmo a permanência da Petrobras nas mãos dos brasileiros

Por José Augusto Ribeiro

Este ano de 2014 marca os sessenta anos da maior tragédia da história republicana do Brasil, tragédia que, para seu maior protagonista e vítima, foi também o maior triunfo: o suicídio do presidente Getúlio Vargas, na manhã de 24 de agosto de 1954, adiou até 1964 a implantação de um regime destinado a conter ou mesmo liquidar – o que não conseguiria ou só conseguiria em parte – os avanços daquele período de nossa história conhecido como a Era Vargas.

De fato, a morte de Getúlio realizou o que ele pretendia: resgatou sua honra pessoal, enxovalhada por uma campanha cruel e devastadora
de opinião pública; evitou uma guerra civil; garantiu a realização das eleições marcadas para 1954 e 1955 e, nestas, a eleição do presidente Juscelino Kubitschek; e impediu a liquidação das realizações dos dois governos Vargas, desde a legislação trabalhista
iniciada já em 1930 até a Petrobras, criada por lei em 53.

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