40 anos do martírio de Frei Tito

Por Frei Betto

Em agosto faz 40 anos que frei Tito de Alencar Lima foi induzido ao suicídio, na França, devido às torturas sofridas sob a ditadura militar no Brasil. Tinha 28 anos. Fomos companheiros na Ação Católica, na Ordem Dominicana e no Presídio Tiradentes.

Na sexta, 8 de agosto, haverá celebração eucarística, às 19h, na igreja de São Domingos, em São Paulo (rua Caiubi, 164), de onde Tito, em companhia de outros frades, foi retirado pelo delegado Fleury, em novembro de 1969, para ser seviciado no Deops.

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A necessidade de uma reforma política

Por João Pedro Stedile

Passada as emoções da Copa, que galvanizou as atenções de toda imprensa e de todo povo brasileiro, agora vem o período eleitoral. Lamentavelmente teremos apenas dois meses (agosto e setembro) para a campanha eleitoral, que vai eleger importantes cargos, desde a renovação do Congresso Nacional e assembleias estaduais até governadores e a Presidência. No entanto, o desânimo com a participação política é geral, e isso só aumenta o descrédito do processo eleitoral e das necessárias mudanças que o País precisa.

Do lado dos parlamentares, a ampla maioria só pensa em se reeleger e devem estar apenas aumentando os contatos com os financiadores de suas campanhas. Do lado das chapas majoritárias, com raras exceções em alguns estados, a disputa é hegemonizada por candidaturas conservadoras. E nas campanhas presidenciais, pelo que se viu até agora, a preocupação maior é apenas com alianças partidárias que garantam tempo de televisão. Depositando tristemente na arte de manipulação dos marqueteiros eleitorais a principal responsabilidade para fazerem programas de televisão que possam conseguir os almejados votos.

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Sequestro de adolescentes em território ocupado mobiliza exército, provoca prisão de palestinos e expõe ações erradas do governo

Por Gershon Knispel

Dezenas de milhares de guardas defronteiras, eficientes unidades de patrulha e reservistas que foram recrutados com senhas sigilosas (costume este só usado em tempo de guerra) tentam há quase um mês encontrar vestígios dos três adolescentes israelenses que foram sequestrados por um grupo desconhecido, na Margem Ocidental, como se procurassem três agulhas num palheiro. Os três rapazes saíram de um seminário religioso dos assentamentos judaicos na região de Hebron, tarde da noitetentando pegar carona num ponto central, conhecido como local propenso a sofrer crimes de vingança, inclusive sob a luz do dia. Saíram eles rumo ao seu amargo destino, de olhos abertos, receita verifi cada para desenlaces trágicos, no meio dos territórios ocupados, sem escolta militar, conforme é exigido, sem transporte público organizado e protegido, como requerem as ordens do comando superior do exército. Apesar da advertência prévia do serviço secreto a respeito do perigo de um sequestro, como vingança pelo assassinato de dois meninos palestinos por fogo vivo do exército israelense alguns dias antes, sem estarem envolvidos em manifestações contra o muro divisório e na reação sobre a greve dos prisioneiros palestinos.

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Debate avança na sociedade, mas ala conservadora no Congresso tenta retrocesso

Por Flávio Pompêo

As atuais políticas brasileiras sobre drogas são baseadas na Lei 11.343, de 2006. Concebida para separar usuários e traficantes de drogas, praticamente descriminalizando o usuário, a nova lei teveefeito inverso ao esperado: explodiu o número de prisões por tráfico, crime que teve sua pena mínima aumentada. Estudo conduzido por Boiteux e Pádua e publicado em 2013 mostra a expansão das prisões por tráfico: em 2005, antesda nova lei, havia menos de 39 mil presos por tal crime no Brasil; em 2012, o número de presos por tráfico chegou a 138 mil pessoas.

A lei brasileira não estabelece distinção clara para a polícia e o Poder Judiciário diferenciarem o usuário do traficante. Surgem situações paradoxais, como o Judiciário considerar traficante alguém com determinada quantidade e considerar usuário outro indivíduo que portava quantidade 30 vezes superior.

Na prática, são utilizados critérios de raça e classe para determinar o enquadramento penal. A maioria dos presos por tráfico são negros, jovens e réus primários, não integravam organização criminosa nem portavam arma de fogo. Em mais de 50% dos casos, o preso por tráfico estava envolvido com a cannabis sativa. Isso mostra o grande potencial envolvido em se mudar o status legal da planta conhecida como maconha.

Os presos por tráfico, frequentemente, são aqueles que ocupam papéis periféricos na hierarquia do tráfico. São mulas, que carregam a droga em seu próprio corpo ou no veículo que pilotam. Há também grande incidência de mulheres, maior que em outros crimes. Muitas mulheres são presas ao tentar entrar em presídios portando substâncias que iriam beneficiar pais, irmãos e maridos.

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Novos protagonistas da esquerda uruguaia

Por Luis Vignolo

Raúl Sendic, fi lho do ex-líder guerrilheiro de mesmo nome, e a senadora Constanza Moreira são duas das surpresas que emergiram na esquerda uruguaia durante as eleições internas dos partidos políticos realizadas em 1º de junho, em que saiu triunfante o ex-presidente Tabaré Vázquez. Constanza Moreira, politóloga e licenciada em fi losofi a, foi a única concorrente de Tabaré Vázquez, o muito previsível vencedor na interna do Frente Amplio. Constanza, como a chamam seus seguidores, quase carente de aparato partidário e com escassos recursos materiais, conseguiu a preferência de 18% dos votantes da esquerda frentista. Materializou assim as rebeldias de um número
importante de jovens e mulheres comprometidos com as causas de igualdade de gênero e dos direitos humanos, assim como veteranos
militantes de esquerda e personalidades de destaque, como Eduardo Galeano, desencantados com o exercício do poder, que exigem
manter hasteadas as bandeiras anti-imperialistas, latinoamericanistas e anticapitalistas. 

Por sua vez, Raúl Sendic, com seu emblemático nome, recolheu a maior porcentagem de votantes entre os frentistas que apoiaram
a candidatura de Tabaré. A lista 711, encabeçada por Sendic, obteve maior votação que a Frente Liber Seregni, liderada pelo vice-
-presidente Astori, e o Movimento de Participação Popular do presidente Mujica.

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"Você sabe que eu o amo". Como é que é?

Por Marcos Bagno

“Se eu a deixar agora, nunca mais vou vê-la”. “Pois eu não quero vê-lo nunca mais mesmo!”. Esse diálogo, por mais incrível que pareça, não é de alguma peça de teatro parnasiana do século XIX, mas de um fi lme recém- lançado num canal de televisão paga. Um filme estrangeiro produzido (e ambientado) na primeira década do século 21 e legendado no Brasil. E, não, as pessoas que falam uma com a outra não estão se referindo a uma terceira e quarta pessoas, nada disso: estão mse referindo a si mesmas! Para confi rmar, eis o resto do diálogo: “Mas você sabe que eu a amo! Eu sempre a amei!” “Você nunca me amou de verdade, eu é que o amei até a loucura!”. Sim, querida leitora, balance a cabeça: no universo fantástico e esotérico da legendagem, as pessoas dizem “Eu o amo” e não “Eu te amo”, a frase que toda pessoa apaixonada no Brasil espera ouvir do objeto de seu amor.

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