Falar Brasileiro: Em defesa do Enem

Por Marcos Bagno

Mais de cinco milhões de estudantes brasileiros participaram do último ENEM. Para quem não sabe (e para se ter uma ideia do que esses números representam), a população absoluta de muitos países (Dinamarca, Finlândia, Noruega, Nova Zelândia, Uruguai, etc.) não chega a esse total. Isso quer dizer que se, por exemplo, cinco mil testes tivessem apresentado algum problema, seria apenas 0,1 por cento do universo de provas. Se fossem quinhentos mil, seriam 10 por cento. No entanto, em todo o histórico do ENEM, em nenhuma de suas edições ocorreram tantas falhas. Recentemente, numa escola do Ceará, 639 provas ficaram sob suspeita porque algum professor, cometendo um ato de absoluta desonestidade profissional, copiou os pré-testes que o MEC aplica aleatoriamente no país antes do exame oficial e
que devem ser incinerados. Quem for bom de matemática (eu não sou) faça as contas e descubra o que são 639 num universo de 5 milhões. E ainda vem um procurador ávido por seus 15 segundos de fama pedindo a anulação de todo o exame. Haja!


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Presidente Dilma, o que é isso companheira?

Por Mc Leonardo

Fiquei muito impressionado com as declarações da presidente e de seu ministro da Justiça
(José Eduardo Cardoso) em relação à greve que ocorreu na Bahia, pois chamaram líderes
da greve de terroristas, além de disponibilizar para o governo do Estado da Bahia as dependências penitenciárias da federação para que os líderes grevistas possam ser tratados com que eles chamaram de “punições exemplares”.
No caso do Rio de Janeiro foi mais um movimento grevista do que propriamente uma greve,
mas envolveu além da policia militar os policiais civis, bombeiros e agentes penitenciários.

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Televisão é estupro

Por Gilberto Felisberto Vasconcellos

Causou indignação a moça estuprada em tempo real no programa Big Brother. A igreja ficou chocada, o judiciário ficou chocado, o parlamento ficou chocado. Que horror. O povo está chamando o programa de big pênis. O problema é que a indignação é pontual, não atinge a televisão como um todo. E a verdade é o todo, já dizia Joãozinho Trinta.

A televisão é um sistema de signos estruturado na corrupção. Estuprar é sujar, manchar. A televisão não precisa mostrar o estupro, a televisão estupra o telespectador todos os dias. O estupro psíquico, mesmo que sadicamente desejado pelos telespectadores masoquistas.

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Tambores do fascismo

Por José Arbex Jr.

Mark Zuckerberg, não Karl Marx, parece ser o grande profeta do mundo contemporâneo: em
fevereiro, a se confirmar as avaliações oferecidas por órgãos especializados, o Facebook - a
sua grande criação - registrava um número de inscritos equivalente ao de famintos no mundo:
cerca de 1 bilhão de pessoas. Poucos dados estatísticos sintetizam de forma tão clara o funcionamento da economia, da cultura e da sociedade no mundo contemporâneo. De um lado,
estão os “integrados” – para utilizar uma terminologia algo irônica criada por Umberto Eco
-, de outro estão não os “apocalípticos”, mas os famintos. No meio, bilhões de seres humanos lutam diariamente para “integrar-se” à economia e escapar ao fantasma da fome e da pobreza.
Só que os cenários parecem favorecer o aumento do número de famintos.
A luta para escapar à pobreza poderia ser um dado altamente positivo, se ela fosse associada a
processos de combate político pela transformação social. A Primavera Árabe, por exemplo, porta uma promessa muito rica de democratização da vida dos povos do Oriente Médio, mas pode ceder lugar a regimes ainda mais autoritários do que os anteriores, na ausência de organizações, movimentos e partidos não fundamentalistas que ofereçam perspectivas concretas de liberdade, democracia e melhoria de vida para a população. As ameaças de intervenção imperialista contra o Irã e a Síria lançam mais lenha na fogueira do fundamentalismo jihadista e diminuem as possibilidades de crescimento das organizações democráticas. Mas este é, afinal, o jogo do imperialismo (em particular, de Washington e Tel Aviv).

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Paçoca: Nossa mãe

Por Pedro Alexandre Sanchez

Em honra à efeméride dos 30 anos da morte de Elis Regina (1945-1982), a gravadora Universal Music recolocou em catálogo, em duas caixas com 12 CDs cada, o relicário da cantora nos anos em que permaneceu no elenco da multinacional Philips (hoje extinta e incorporada
por sua sucessora também gringa). O significado disso é mais uma reedição comercial da obra praticamente completa da cantora no intervalo entre 1965 (quando abandonou uma carreira que oscilava de adolescente a romântica para se consolidar como a mais audaz porta-voz da sigla MPB) e 1979 (quando saiu para derivar por Warner Music, EMI e Som Livre).

Os preços das duas caixas são de música impopular (brasileira), nada condizentes com este tempo em que de tudo se encontra pela internet, à parte o lobby cada vez mais agressivo da indústria norte-americana do entretenimento, desesperada por bloquear a livre circulação
daquilo que antigamente vendia. Feita essa ressalva, nem seria necessário observar que é monumental o conteúdo de Elis Anos 60 e, sobretudo, Elis Anos 70.

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Hoover e Thatcher

Por Emir Sader

Parece que a prolongada crise econômica do capitalismo vai tirando da listas dos best-sellers as biografias dos executivos bem sucedidos – salvo aqui, com o crescimento da economia, prima o Eike ainda. Voltam personagens políticos, no caso atual, de índole conservadora, já não mais como os ídolos que foram, mas na sua decadência.

Os dois filmes – J. Edgar, de Clint Eastwood, e A dama de ferro, de Phyllid Lloyd, - são lançados simultaneamente, sobre dois personagens conservadores cruciais. Hoover, quase 50 anos no FBI cruzou toda a guerra fria como um dos seus protagonistas essenciais. Thatcher, como uma das lideranças mais importantes no relançamento e renovação da direita no mundo, com o neoliberalismo.

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Apartheid global

Por Frei Betto

Diante da crise do capitalismo, que afeta duramente os 27 países da União Europeia, onde já
existem 23 milhões de desempregados, o tema mais importante, hoje, é a desigualdade social. Nunca a humanidade foi tão desigual. São inúmeras as agências financeiras que regularmente publicam informes sobre quem é mais rico, como vivem os ricos, de que forma investem ou gastam seu dinheiro.
O Credit Suisse publica, anualmente, análise da distribuição da riqueza no mundo. Calcula que a
metade da população adulta detém apenas 1% da riqueza global. E 67,6% da população adulta (3 bilhões de pessoas) sobrevivem com 3,3% da riqueza global. No vértice da pirâmide, os 10% mais ricos abocanham 84% da riqueza global, sendo que 1% deles se apropria de 44% da riqueza global, e 0,5% - os mais ricos - é dono de 38,5% da riqueza global.

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