Lula lidera todos os cenários de primeiro turno, aponta pesquisa

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João Pedro Stedile, do MST, defende lançamento imediato de candidatura do petista

Do Brasil de Fato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os prováveis cenários de primeiro turno das eleições de 2018, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (12). Nas projeções conduzidas pelo instituto, o petista também ganharia no segundo turno contra os possíveis candidatos tucanos.

Em paralelo às projeções eleitorais, entretanto, o petista vem sofrendo ataques, principalmente através de processos judiciais. Neste contexto, João Pedro Stedile, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrante da Frente Brasil Popular, afirmou que a defesa da candidatura Lula é uma das principais tarefas da esquerda brasileira, ao lado do combate à retirada de direitos.

“A classe trabalhadora precisa fazer lutas de massa, ir para a rua defender seus direitos, que agora estão ameaçados. Só isso, porém, não basta. É preciso garantir o direito de Lula ser candidato e lançar sua candidatura imediatamente, para constranger a perseguição que estão fazendo contra ele”, diz ele.

Crescimento

Lula cresceu nas simulações de primeiro turno em relação ao levantamento anterior do Datafolha, divulgado em julho deste ano. No segundo turno, em relação a candidaturas do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o petista também ampliou sua vantagem. Nenhum tucano apresentou variação positiva.

Para Lula, o único cenário desfavorável é disputar o segundo turno com Marina Silva (Rede). De acordo com a pesquisa, esta é a possibilidade mais provável, já que a candidata aparece em segundo lugar em todas projeções de primeiro turno.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8 de dezembro com 2.828 pessoas e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto divulgou também pesquisa que aponta queda significativa na avaliação do governo Michel Temer (PMDB).

Dados

Para o primeiro turno, em um cenário com Aécio Neves (11%), Lula teria 25% e Marina 15%. Com Geraldo Alckmin (8%), o petista teria 26% e a candidata da Rede Sustentabilidade 17%.

Na projeção, caso o candidato tucano seja José Serra (9%), Lula teria também 25% e Marina Silva alcançaria os 16%.

No segundo turno, Lula aparece à frente de todos tucanos. Contra Aécio (34%), o ex-presidente chegaria a 38% e manteria essa mesma porcentagem em uma possível disputa com Alckmin. Tendo como oponente José Serra (35%), o petista estaria no patamar dos 37%. As diferenças apontam empate técnico, dentro da margem de erro. As intenções de voto no petista, no entanto, em todos estes cenários, aumentaram em relação à pesquisa passada.

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De acordo com o Datafolha, Lula seria derrotado apenas por Marina Silva, que também ganharia de todos candidatos do PSDB. Neste cenário, a candidata da Rede teria 43% das intenções de voto, enquanto o petista aparece com 34%.

Temer

Em pesquisa divulgada no domingo (11), o Datafolha também apontou uma queda expressiva na avaliação do governo Temer. A pesquisa teve como base as mesmas entrevistas das projeções eleitorais.

A parcela dos brasileiros e brasileiras que consideram sua gestão ruim ou péssima saltou de 31%, em julho, para 51%. Além disso, 63% do eleitorado defende que Temer renuncie ainda este ano, para que ainda exista tempo hábil para eleições diretas.

Bandeiras

As pesquisas são divulgadas no momento em que as forças progressistas do país debatem suas bandeiras para o futuro. Os dados apresentados reforçam as análises de diversas organizações.

Em relação ao governo, as entidades que integram a Frente Brasil Popular – articulação que reúne movimentos populares, centrais sindicais e organizações de juventude e de mulheres – recentemente indicaram, de forma consensual, a defesa de “Diretas Já” através de uma campanha nacional como prioridade política para o próximo período.

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De outro lado, o cenário eleitoral de 2018 é visto como um dos fatores centrais para a atual conjuntura política.

“O Brasil vive uma grave crise, histórica. Só passamos por situações parecidas nas décadas de 30, 60 e 80. Por isso a burguesia deu um golpe, para jogar todo peso da crise sobre a classe trabalhadora. Ela está implementando um plano que aumenta a exploração. Esse plano econômico, entretanto, só completa com a inviabilização da candidatura Lula em 2018. Eles sabem que esse plano é antipopular e não tira o Brasil da crise em curto prazo. Eles precisam impedir a volta de um projeto comprometido com os trabalhadores”, explica Stedile. 

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