Assassinato de embaixador russo é 'provocação' com objetivo de prejudicar processo de paz na Síria, diz Putin

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Assassinato de embaixador russo é 'provocação' com objetivo de prejudicar processo de paz na Síria, diz Putin

Por Opera Mundi

ataque contra o embaixador da Rússia na Turquia, Andrei Karlov, na segunda-feira (19) em Ancara é “claramente uma provocação” com objetivo de prejudicar a relação entre Rússia e Turquia e o processo de paz na Síria, afirmou o presidente russo, Vladimir Putin.

“Este assassinato é claramente uma provocação com o objetivo de prejudicar a melhoria e a normalização das relações entre Rússia e Turquia, assim como prejudicar o processo de paz na Síria promovido por Rússia, Turquia, Irã e outros países interessados em resolver o conflito no país”, disse Putin.

Segundo o presidente russo, a “única resposta” ao ataque que deverá ser oferecida por Moscou é “intensificar a luta contra o terrorismo”.

Andrei Karlov estava discursando na noite desta segunda-feira (19/12) na abertura de uma exposição fotográfica patrocinada pela embaixada russa na capital turca. De acordo com um fotógrafo da agência de notícias Associated Press que estava no local, o diplomata estava discursando quando um homem vestido com terno e gravata gritou "Allahu akbar" ("deus é grande", em árabe) e disparou pelo menos oito tiros.

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"Não esqueçam Aleppo, não esqueçam a Síria", ele teria gritado após atirar contra Karlov. Segundo o Ministério do Interior da Turquia, o atirador era o policial Mevlüt Mert Altıntaş, de 22 anos. Ele foi morto no local por forças especiais turcas. 

"Este é um dia trágico na história da diplomacia russa", declarou Maria Zakharova, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores russo. "Hoje, o embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, morreu após ser atingido por tiros durante um evento público em Ancara", disse a porta-voz em pronunciamento à imprensa russa. Ela classificou o ataque como um "ato de terrorismo" e disse que este será um dos temas em debate na reunião do Conselho de Segurança da ONU na próxima segunda-feira (26/12).

Testemunhas disseram à imprensa turca que o autor dos disparos agiu sozinho e sabia que não ia sair vivo do local do crime.

"Ele usava um terno preto e uma camisa branca e estava sozinho. Não acredito que tenha ninguém mais", disse à rede CNNTÜRK uma mulher que não quis se identificar e estava na exposição no momento do atentado que matou o diplomata russo.

"Não sei se tinham algum comparsa fora, mas só um agia lá dentro", disse a jornalista Bahar Bakir à emissora NTV.

As duas testemunhas confirmaram que depois de atirar em Karlov, o homem começou a gritar frases, em turco, que relacionavam o ataque à situação em Aleppo, na Síria. "Ele disse que sabia que não sairia vivo de lá e que não ia fazer nada contra a gente. Depois voltou a disparar no embaixador", disse Bakir.

O ataque acontece na véspera de uma reunião em Moscou entre os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Irã e Turquia para tratar sobre o cessar-fogo em Aleppo, ao norte da Síria. A Rússia e o Irã têm apoiado o governo de Bashar al Assad contra as forças de oposição na Síria, que por sua vez tem sido apoiadas pelo governo turco e pelos EUA, entre outros.

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