Outubro 22, 2021

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Barcelona, Grupo City, Bayer Leverkusen, Flamengo: qual modelo de gestão ideal para o futebol?

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barcelona e manchester city

barcelona e manchester city

O futebol começa a ser dominado por empresários e a boa gestão dos clubes começa a se mostrar viável no Brasil, por exemplo. Na realidade, na Europa, já se é uma realidade, a boa administração de clubes-empresa, a ponto da UEFA ter que colocar limites de investimento para grandes equipes, tentando equilibrar as forças europeias.

As equipes de futebol da Europa sentiram menos o impacto da pandemia, quando comparadas aos times brasileiros. Por aqui, a Covid-19 escancarou os problemas financeiros da grande maioria dos clubes, privados de uma boa parte das receitas de bilheteria, dos programas de sócio torcedor minguando ou mesmo dos direitos de transmissão com os campeonatos paralisados por um tempo. Parte da maior resiliência dos times europeus se deve ao fato dessas equipes serem dirigidas por gestores profissionais, além de serem organizadas como empresas. Com a iminente aprovação da nova lei de Clube-Empresa por aqui, poderemos ver um renascimento do futebol em nosso país? O que isso implica para a sua gestão?

 

MODELO DO FLAMENGO E RB BRAGANTINO – EXEMPLOS NO BRASIL

Felizmente algo vem mudando. Uma segunda onda mais recente fez com que alguns clubes avançassem na gestão profissional, contratando gerentes de futebol de mercado ou mesmo trazendo executivos de peso como o Flamengo de Rodolfo Landim e Luiz Eduardo Baptista, com excelentes resultados tanto em campo quanto nas finanças. Santos, Botafogo e Cruzeiro avançam na mesma linha, o último até trouxe um Gerente de Recursos Humanos do mercado, entre outros profissionais. Sem falar do Red Bull Bragantino, que já é administrado como uma empresa desde que o patrocinador assumiu o clube, ainda que talvez mais focado na formação de jogadores visando o mercado internacional, mas inclusive tendo um profissional de mercado como Presidente.

Como em qualquer mercado, encontrar o profissional certo é um desafio. O uso de consultores especializados em talentos humanos por clubes, ligas ou associações de futebol vem crescendo fortemente lá fora. Nós da Egon Zehnder, por exemplo, fizemos apenas 13 buscas nesse setor entre 2001 e 2009, que saltaram para 55 entre 2010 e 2019 e 18 já foram feitas somente a partir de 2020. A grande maioria concentrada na Europa, mas também nos EUA e na Australia para clientes como Barcelona, City Football Group, Bayer Leverkusen, a Bundesliga – Liga Federal Alemã de Futebol, a Liga Australiana de Futebol e a NFL, entre outros. Os pedidos normalmente começam assim: “Muitas vezes, um membro de Conselho Fiscal entra em contato e nos diz: nós já temos uma ideia do que queremos, por favor, dêem uma olhada nesse candidato.”

Antigamente, quando uma vaga de presidência em um time profissional de futebol estava para ser ocupada, em via de regra, se analisava primeiramente se um ex-jogador do clube teria concluído uma formação na área de administração. Em caso positivo, este antigo profissional seria um candidato promissor para o cargo de liderança – com a ênfase em finanças. Não sempre, mas ocasionalmente, as coisas andavam desta forma. A formação desses gestores esportivos por aqui ainda é incipiente, nada comparado ao que faz a iniciativa privada em outras esferas, como por exemplo na área de tecnologia ou mesmo financeira. Talvez algo que a CBF deveria investir mais até em beneficio próprio.

BUNDESLIGA

Muitos times da Bundesliga também valorizam o fato de que um elemento neutro externo conduza o processo. Desta forma, o comitê de sócios do Bayer Leverkusen nomeou Fernando Carro de Prada como presidente executivo, que tem feito um trabalho fantástico e já foi reeleito para um novo mandato. Executivos como ele sabem o que precisa ser feito ao assumir um negócio fraco operacionalmente. O primeiro passo é remover os obstáculos óbvios e que podem gerar ganhos rápidos. Isso se dá ao remover profissionais inadequados para os cargos que ocupam, que muitas vezes estão lá pelo histórico relacional com o clube, mas nunca foram formalmente educados em temas como liderança. Isso deve ser feito logo no início do mandato, ainda que o ritmo de execução possa ser mais lento que em uma corporação tradicional pela natureza mais política dos clubes.

Encarar a gestão de um clube de futebol como um verdadeiro negócio trará resultados financeiros e no campo.

GRUPO CITY – ESCOLHA DO CEO DE FUTEBOL

Entre as primeiras incumbências que nos foram dadas, encontrava-se o City Football Group e o Manchester City. A missão: impulsionar o desenvolvimento de uma organização moderna de uma holding. A esta, seguiram-se demais incumbências relacionadas aos times de futebol.

Utilizando-se de um modelo de competência adaptado aos interesses individuais dos respectivos clubes, bem como uma ferramenta de avaliação com embasamento científico, são apresentados dois ou até cinco candidatos. Para tanto, são colhidas referências igualmente abrangentes de empregadores anteriores.

O lado pessoal e familiar também deve ser analisado por possíveis candidatos interessados em ingressar neste complexo e muitas vezes glamuroso mundo do futebol. As jornadas semanais de 60 ou 80 horas, as quais tais executivos estão acostumados, passarão a ocorrer na maior parte das vezes nos finais de semana e feriados, em horários noturnos e longe de casa, já que os times bem sucedidos viajam com muita frequência ao participarem de vários campeonatos locais, regionais e até globais ao longo do ano.

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