Outubro 21, 2021

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Os bastidores sombrios do Sítio do Pica-Pau Amarelo: racismo, assassinato e prisão por roubo

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sitio do picapau amarelo

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A série infantil Sítio do Pica Pau Amarelo já ganhou duas versões na telinha da TV Globo e até hoje faz parte do imaginário do público.

Apesar de todo o sucesso da produção, alguns dos atores se envolveram em uma lista de polêmicas e escândalos, e nem mesmo Monteiro Lobato, que é o autor do grande sucesso, se safou dessa.

Confira então os bastidores e acontecimentos sombrios que envolveram a história e a produção tele dramatúrgica do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Caso de assassinato

A Cuca de 1977, interpretada por Dorinha Duval, que foi uma das grandes estrelas da TV Globo, pois também deu vida a outros personagens de sucesso, como, por exemplo, nas novelas “Irmãos Coragem” (1970) e “O Bem Amado” (1973), envolveu-se em um caso de assassinato.

Hoje em dia, a atriz pode não ser muito conhecida, mas na época ganhou grande destaque ao ser presa pelo assassinato do então marido Paulo Sérgio Garcia Alcântara, que morreu por ter recebido vários tiros.

De acordo com a revista Manchete da época, a atriz e o marido brigavam com frequência e todos sabiam. Muitas dessas brigas e discussões eram violentas e segundo a ex-atriz, após apanhar em uma delas, realizou vários disparos contra o companheiro no dia 5 de outubro de 1980.

Dorinha escreveu um livro chamado “Em Busca da Luz”, onde relata que tomou essa decisão após ser muito humilhada e levar um tapa na cabeça.

Após cometer o crime, a ex-atriz ligou para amigos e levou o rapaz para o hospital, mas ele já chegou morto no local.

Ela foi condenada a 6 anos de regime semiaberto, mas logo passou para o regime aberto. Atualmente, mora na capital fluminense, onde faz pinturas.

Caso de prisão de um ator mirim

Uma outra polêmica que envolve outro dos participantes do Sítio do Pica Pau Amarelo, porém, da versão mais recente, onde ocorreu uma troca de atores.

César Cardadeiro, ator mirim que deu vida ao menino Pedrinho na versão de 2001, foi preso no ano de 2013, com apenas 23 anos de idade, após ser acusado de invadir uma casa no Rio de Janeiro.

A mãe do ator o defendeu, alegando que ele queria apenas assistir a uma apresentação artística na casa. O caso ganhou destaque na imprensa, mas o jovem nunca mais comentou sobre o assunto.

O que se sabe é que depois disso o jovem não se envolveu em mais nenhuma polêmica que tivesse alguma repercussão na mídia.

O artista fez participações em algumas novelas da Record, tais como: “Jesus” (2018), “Amor Sem Igual” (2019) e, recentemente, na novela “Gênesis” (2021).

Caso de racismo literário

E para finalizar a lista de polêmicas o próprio criador da série, Monteiro Lobato, acabou sendo conhecido por criar histórias racistas, já que nos livros do Sítio do Pica Pau Amarelo existem diversos termos preconceituosos para se referir as pessoas negras que atualmente são repudiados.

Na obra são utilizados apelidos preconceituosos, como, por exemplo, “macaca de carvão” e “beiçuda”. O autor ainda deixa claro em seu livro que a Tia Nastácia, cozinheira do sítio, por exemplo, é como se fosse uma escrava da família.

A bisneta de monteiro Lobato, Cleo Monteiro Lobato, decidiu relançar o clássico “A menina do narizinho arrebitado”, porém, sem os trechos racistas e mantendo a originalidade.

As adaptações são apenas uma reformulação da obra, com exclusões e alterações apenas dos trechos que eram considerados ofensivos.

Outra mudança da história é que nessa nova versão Tia Nastácia deixa de ser uma empregada e passa a ser uma amiga de infância de Dona Benta.

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