
A Prefeitura do Rio entregou, neste domingo (11/1), a expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil, criando ligação direta entre Campo Grande e um dos principais corredores viários da cidade. A intervenção amplia as alternativas de acesso e saída do bairro, redistribui o tráfego local e traz mais fluidez aos deslocamentos dos moradores, trabalhadores e de quem cruza diretamente a Zona Oeste.
– Essa obra faz parte de um grande plano de mobilidade de Campo Grande e é uma das mais importantes. Campo Grande é o maior bairro do país e tem toda uma região em que o morador para entrar tinha que cruzar quase que o bairro inteiro. Agora ele pode vir direto pela Avenida Brasil, então vai melhorar muito o acesso. É o que vamos continuar fazendo nesse bairro que é um polo de desenvolvimento econômico do Rio – afirmou o prefeito Eduardo Paes, acompanhado do vice-prefeito Eduardo Cavaliere.
O novo trecho integra o Plano de Mobilidade de Campo Grande e representa mais uma etapa da reestruturação viária do bairro, planejada para ampliar conexões estratégicas, organizar a circulação urbana e acompanhar o crescimento da Zona Oeste. A intervenção prolonga a Estrada do Tingui em 1,5 quilômetro até a Avenida Brasil e inclui ainda a requalificação de 1,2 quilômetro do trecho existente da via, entre a Estrada Carvalho Ramos e a Rua Asa Branca, que está sendo realizada.
O projeto inclui a recuperação do pavimento, das calçadas e melhorias no sistema de drenagem, ampliando a capacidade de escoamento das águas pluviais. Ao todo, a intervenção soma 2,7 quilômetros de extensão e cerca de 33,7 mil metros quadrados de área, reforçando a rede viária local e contribuindo para uma distribuição mais equilibrada da circulação em eixos de grande demanda da região, como as estradas do Mendanha e do Pedregoso.

A obra contempla ainda a implantação de 779 metros de nova rede de drenagem, 6,9 mil metros quadrados de calçadas acessíveis, 20,9 mil metros quadrados de pavimentação e 2,7 quilômetros de estrutura cicloviária. Desse total, 1,5 quilômetro foi implantado como ciclofaixa no novo trecho, organizando a circulação e ampliando as condições de mobilidade para pedestres, ciclistas e motoristas em uma área de intenso crescimento urbano.
– Esse trecho novo da Estrada do Tingui é mais uma opção de ligação com a Avenida Brasil, a principal via estrutural da cidade. Como opções de saída mais próxima existiam a Estrada do Campinho e a Estrada Rio-São Paulo. A Estrada do Tingui passa a ser a terceira opção, facilitando e melhorando a fluidez do trânsito para os moradores da região – disse o subsecretário de Infraestrutura, Carlos Alberto dos Santos.
Morador de Campo Grande, o autônomo Wagner Azevedo, de 39 anos, comemorou a inauguração da estrada, principalmente por ela ter uma ciclovia.
– Essa é uma comodidade muito boa porque é um espaço reservado para os ciclistas, assim ficamos despreocupados com os carros. O trajeto está muito bom, com as demarcações. Está muito bem sinalizado – declarou Wagner, que vai usar a ciclovia diariamente.
Plano de Mobilidade de Campo Grande avança com novas entregas
O novo trecho da Estrada do Tingui se soma a outras intervenções já concluídas no âmbito do Plano de Mobilidade de Campo Grande. O mergulhão sob a Avenida Cesário de Melo, a revitalização da Estrada da Caroba e a implantação da nova alça da Estrada dos Sete Riachos já estão em funcionamento e contribuíram para a reorganização da circulação viária na região. Outro avanço é o túnel sob o Morro Luís Bom, o primeiro da história de Campo Grande, que está em fase final de obras, com a conclusão do viaduto de acesso pela Estrada da Posse como etapa final para sua plena operação.
O plano segue com intervenções estruturantes em andamento, como a requalificação das avenidas Cesário de Melo e Joaquim Magalhães; melhorias viárias na Estrada do Monteiro; a duplicação e o alargamento da Estrada do Lameirão; a requalificação viária do Largo da Maçonaria; o binário da Estrada Rio–São Paulo com a Rua Vitor Alves; e a Ligação Viária que fará a conexão da Estrada da Posse com a Avenida Brasil.
O conjunto de intervenções do Plano de Mobilidade de Campo Grande representa o maior esforço de reestruturação viária já realizado no bairro, com investimentos superiores a R$ 1 bilhão, com recursos do município e do Governo Federal. O plano tem como foco a melhoria dos acessos às avenidas Brasil e Dom João VI, o ordenamento da circulação viária e o fortalecimento da infraestrutura urbana, preparando o bairro mais populoso do país para um crescimento mais organizado e funcional.
Mais entregas de obras de controle de enchentes na Zona Oeste
Além das intervenções viárias em Campo Grande, a Prefeitura do Rio concluiu, neste domingo, obra de controle de enchentes na comunidade do Batan, em Realengo. A intervenção, executada pela Fundação Rio-Águas, amplia a capacidade de escoamento das águas pluviais e integra o conjunto de ações do município voltadas ao ordenamento da drenagem urbana na Zona Oeste.
– Além das obras que estamos inaugurando hoje, temos as obras do PAC Realengo para enfrentarmos esse grande problema da chuva – disse o vice-prefeito Eduardo Cavaliere.
A obra contemplou a implantação de 422 metros de nova rede de drenagem nas ruas Maragogipe, Abuara e São Dagoberto, além de pavimentação e requalificação de passeios. As intervenções dão continuidade a uma etapa concluída em 2023 e permitem que o sistema local passe a operar de forma integrada, melhorando as condições de circulação e o uso dos espaços públicos para os moradores.
– Essa foi a segunda fase das obras no Batan. Concluímos a primeira em 2023 na São Dagoberto. Essa obra que entregamos hoje era aguardada pela população, um trecho com histórico de alagamentos. Já tivemos grandes resultados nas chuvas mais recentes – afirmou o presidente da Fundação Rio-Águas, João Telles.
As obras no Batan integram as ações na região, que conta ainda com o PAC Realengo. Ele reúne obras de controle de enchentes em diferentes frentes no bairro, incluindo intervenções já em andamento na Vila Vintém. O programa prevê a ampliação do sistema de galerias pluviais e a implantação de um reservatório de contenção de cheias, beneficiando diretamente cerca de 205 mil moradores da região.


