
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio e do Museu do Amanhã, entregou, na quinta-feira (5/3) o prêmio da terceira edição do Elisa Frota Pessoa. O tema central foi “Ciência, Tecnologia e Inovação na promoção da sustentabilidade, da justiça social e de soluções para os desafios urbanos contemporâneos”. A premiação é uma homenagem ao pioneirismo da cientista e física experimental Elisa Frota Pessoa, que teve destaque na área científica e tecnológica no Rio de Janeiro. O projeto reconhece o protagonismo feminino na ciência e busca incentivar novas gerações de pesquisadoras, fortalecendo a presença das mulheres na produção científica e acadêmica.
Além disso, a iniciativa visa fomentar o desenvolvimento científico e acadêmico no município do Rio de Janeiro, valorizando as Instituições de Ensino Superior e reconhecendo a produção científica realizada por mulheres. O prêmio foi concedido por meio de concurso que selecionou os 24 melhores artigos científicos elaborados por alunas de graduação, mestrado e doutorado vinculadas a instituições de ensino superior, que estão sediadas no Município do Rio de Janeiro. A edição reforçou ainda o compromisso com uma ciência voltada aos desafios das cidades e para a construção de futuros mais justos e sustentáveis.
– O Prêmio Elisa Frota Pessoa é fundamental para o universo da ciência e tecnologia. A premiação reconhece e valoriza a produção científica das mulheres e suas pesquisas de excelência acadêmica, além de estreitar as parcerias com as universidades. Destaca ainda o protagonismo de mulheres e, por isso, que buscamos ampliar a presença feminina no campo científico, fortalecendo ações que reduzam as desigualdades -, ressaltou a secretária Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Tatiana Roque.
– O Museu do Amanhã tem a ciência e a educação como pilares centrais de sua atuação. Realizar o Prêmio Elisa Frota Pessoa é reafirmar nosso compromisso com a valorização da pesquisa produzida por mulheres e com o fortalecimento das instituições acadêmicas do Rio de Janeiro. Queremos ser um espaço permanente de estímulo à produção de conhecimento que dialogue com os grandes desafios do nosso tempo -, afirmou a gerente da Escola de Ciências do Museu do Amanhã, Nina Pougy.
As vencedoras na categoria Ciências Biológicas foram: a doutoranda Carolina D’Almeida, com seu projeto “Inovação feminina na valorização do sorgo: da sustentabilidade agronômica ao alimento funcional do futuro”; as mestrandas Amanda Fingolo, Christal de Andrade e Daniele Lucas, com “Diagnóstico e predição de metástase de tumores neuroblásticos periféricos em crianças por Citometria de Fluxo Multiparamétrica”; e a graduanda Andressa Muniz, com a pesquisa “O protagonismo feminino no enfrentamento da fome: Ciência, Tecnologia e Inovação na Perspectiva Ecofeminista”.
Na área das Ciências Exatas, o primeiro lugar de doutorado, mestrado e graduação foram concedidos à doutoranda Silvana Rodrigues, que apresentou “Do algoritmo à Realidade Virtual: Um fluxo de trabalho para a preservação e democratização do patrimônio modernista”; à mestranda Yiselis Rodríguez, com o projeto “Políticas para o Desenvolvimento de Energia Solar Fotovoltaica em Sistemas Isolados da Amazônia”; e à graduanda Diana Fontão, com “Energia Solar em Plataformas Flutuantes: Busca Extremal para Expandir o Acesso à Energia Limpa em Comunidades Vulneráveis”.
Foram laureadas em Ciências Humanas: a doutoranda Odara Dias, com a pesquisa “Do epistemicidio à inovação: estudantes negras/os como agentes de justiça social”; a mestranda Elena Veríssimo, que apresentou “Professores humanos, alunos potentes: encruzilhadas da engenharia rumo aos ODS”; e a graduanda Dalila Pereira, autora de “ e Racialidade: Reflexões sobre a Interseccionalidade das Diferenças”.
Já na categoria das Ciências Sociais Aplicadas, o destaque de doutorado foi para Hikmat Zein e Jacqueline Dias, com “Memória Digital e Imortalidade não Consentida: Desafios Éticos e Tecnológicos na Construção da Memória Digital Urbana”; no mestrado, Ana Carolina Vicente apresentou “Ciência Móvel/Fiocruz vai ao INES: um Estudo de Caso sobre Acessibilidade para Pessoas com Deficiência em Museus de Ciência Itinerantes”; e na graduação, Brenda Mesquita recebeu nota máxima: “Rio40º? Inteligência artificial como sombra para o calor invisível das favelas da Zona Norte”.
Foram premiadas em segundo lugar: a doutoranda Daisy Brito, a mestranda Laryssa de Azeredo e a estudante de graduação Camyla Monteiro, na categoria Ciências Biológicas; a doutoranda Jéssica Muniz, a mestranda Iane Gomes e a graduanda Maria Marta Mendonça, na área de Ciências Exatas; a doutoranda Neuza Souza, a mestranda Ingrid Santos e a graduanda Maria Eduarda Costa, em Ciências Humanas; e a doutoranda Carolina Ferraz, a mestranda Luiza Vallone e as graduandas Kaline Feijó e Maria Luísa Nunes, em Ciências Sociais Aplicadas.
A cerimônia contou com uma rodada de conversa entre Nina Pougy, gerente da Escola de Ciências do Museu do Amanhã, Tatiana Roque, Secretária Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Gracyelle Costa Ferreira, professora no Departamento de Política Social da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Gabrielly Alves Cristovão, estudante premiada na categoria Mestrado em Ciências Biológicas na 1ª edição do Prêmio. Após a cerimônia, os presentes assistiram a um pocket show do grupo Mulheres de Chico.
Além da premiação das selecionadas, o evento marcou o lançamento da publicação impressa e digital com os artigos vencedores da 2ª edição do prêmio, realizada em 2024. A iniciativa amplia o acesso ao conhecimento produzido e reafirma o compromisso com a difusão científica.

