Site icon CAROS AMIGOS, FUTEBOL AO VIVO, TV E NOTÍCIAS

‘Paixão de Cristo – Ele vive’ se despede sob fortes aplausos de um público emocionado que lotou o Centro Histórico de João Pessoa

“Eu me emocionei. Chorei. Principalmente na cena da Virgem Maria segurando o corpo de Jesus no colo. Eu, como mãe, me senti muito tocada. Uma coisa é você ler a história, outra coisa é vivenciar. A encenação tem esse poder de tocar o coração da gente, de fazer a gente reviver aquele momento”. A declaração é da advogada Isabele Lins que, ao lado da família, assistiu a última noite de encenação do espetáculo teatral ‘Paixão de Cristo – Ele vive’, na noite deste sábado (4), no Adro do Centro Cultural São Francisco, no Centro Histórico de João Pessoa.

Escrita e dirigida pelo paraibano Everaldo Vasconcelos, a montagem contou com um público fiel e emocionado que, durante três noites (2, 3 e 4), prestigiou o evento promovido pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope). No elenco, além de renomados artistas locais, grandes nomes do circuito nacional ‘deram voz’ a personagens de destaque como: Bruno Fagundes, interpretando Jesus Cristo; Lucy Alves, no papel de Maria; e Wanessa Camargo, como o Anjo Narrador.

De acordo com o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, o projeto costuma mobilizar toda a cena de teatro paraibana, além de atrair um grande fluxo de pessoas nas três noites de apresentação.  “O espetáculo da Paixão de Cristo de João Pessoa já está se tornando referência. Isso é muito gratificante para todos nós. É um projeto que havia sido interrompido e que foi recuperado. Um projeto de 20 anos atrás, que restauramos e conseguimos manter com essa característica atual”, relata.

Obra cênica – Visualmente encantadora, repleta de cores, luzes e sons, a obra cênica sobre a vida, morte e ressurreição de Cristo apresentou um ritmo ágil que, além de emocionar o público, o convidou a vislumbrar novas perspectivas sobre os últimos momentos do ciclo terreno de Jesus de Nazaré. De acordo com Everaldo Vasconcelos, a proposta da direção foi mostrar o lado mais humano do Filho de Deus, especialmente destacando sua alegria, assim como seu amor pela humanidade.

“No nosso espetáculo mostramos um Jesus alegre, que brinca e dança com as pessoas. E acho essa característica um dos grandes ensinamentos Dele. Dom Helder, mesmo, já dizia isso, que Jesus é expressão da alegria, do companheirismo, do amor incondicional. É disso que Ele falava, de amor. Às vezes, as pessoas confundem o amor de Jesus com um amor triste. Mas, o amor Dele é um amor alegre. E a gente buscou construir as cenas assim, cenas que mostram Sua exuberância e alegria”, explica Vasconcelos.

Na edição de 2026, a representação sobre a vida, morte e ressurreição de Jesus contou com cerca de 120 profissionais de teatro, presença de bailarinas e bailarinos da Companhia Municipal de Dança, bem como do Coral do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).

A advogada Isabele Lins, que abriu o presente texto com seu relato, disse que há quatro anos vem prestigiar a encenação da Paixão de Cristo, no Centro Histórico de João Pessoa. Segundo ela, a cada nova versão, é surpreendida com a beleza e a magia das apresentações. Lins aproveita para destacar a importância de um evento dessa envergadura para a cidade de João Pessoa.

“Acredito que este evento vem engrandecer, ainda mais, nossa cidade, porque um espetáculo desse nível, técnico e artístico, acaba tomando grandes proporções, principalmente hoje em dia com as redes sociais. E por ser realizado, aqui, no Centro Histórico, consequentemente, termina por estimular o turismo, comprovando o empenho da gestão municipal com a revitalização desse espaço. Pra João Pessoa é maravilhoso, porque visibiliza nossa Capital em um nível nacional gigantesco”, complementa a advogada.

Mensagem de amor – A vendedora ambulante Josefa Santana comemora a presença massiva das famílias no Centro Cultural São Francisco, que, segundo ela, chegam aos montes para prestigiar o espetáculo da Paixão de Cristo. Dona Josefa conta que além de trabalhar, também aproveita para assistir ao espetáculo. Segundo ela, ano passado assistiu à apresentação por duas vezes seguidas, mas que a versão de 2026 conseguiu “a façanha” de superar a montagem anterior. “A cena que mais me emocionou foi quando crucificaram Jesus. Maria se desesperou. Ela dizia, ‘que dor grande! Que dor grande!’. Eu não consegui segurar. Comecei a chorar. Eu já perdi uma filha, sabe. Daí, isso emociona a gente, né”, relata.

Já o aposentado Marcone Macedo, ao lado de sua esposa Maria das Neves, veio prestigiar o evento pela primeira vez. Para ele, o espetáculo, através da linguagem cênica, veio reafirmar a mensagem que Cristo deixou aos homens, para que seguissem seus ensinamentos nesse mundo.

E na intenção de enfatizar “o maior ensino que Jesus deixou para a humanidade”, que é “amar uns aos outros”, o diretor Everaldo Vasconcelos fez questão de dar um destaque especial a presença das mulheres em sua montagem, abrindo, assim, um merecido espaço de protagonismo feminino na história de Cristo. “Nesse texto temos muitas cenas protagonizadas por mulheres. Na verdade, o espetáculo inteiro é narrado de uma forma bem feminina. Isso porque é necessário mostrar esse aspecto de Jesus. É necessário colocar as mulheres dentro da história que contamos e é o que a gente buscou fazer”, explica.

Nível técnico – Para Vasconcelos, a encenação da Paixão de Cristo, de elevado nível técnico, que acontece no Centro Histórico, é de extrema importância para a cena artística de João Pessoa. Segundo ele, o profissionalismo colocado em destaque tende a ser replicado nas encenações dos bairros. “A Funjope costuma apoiar todas as encenações da Paixão de Cristo que acontecem na cidade. E isso é algo muito positivo. Mas é importante também que exista essa Paixão de Cristo mais centralizada, porque o nível técnico é de grande qualidade. E acaba se tornando uma ‘escola’, porque muita gente, que trabalha aqui, leva o conhecimento técnico para as encenações de bairro. Acho muito interessante isso”, conclui.

Em sua fala, abrindo o espetáculo, no terceiro e último dia de apresentação da Paixão de Cristo, em 2026, Marcus Alves destaca o Centro Cultural São Francisco como uma “joia barroca” que recebe, “de braços abertos”, as muitas encenações e suas plateias. “A gente monta esse espetáculo há quatro anos aqui no Centro Cultural São Francisco. Um espetáculo que nasceu de um sonho e que foi retomado em 2022. Hoje a gente encena pela última vez a edição deste ano, mas com certeza conseguimos entregar um belíssimo espetáculo. Seus atores, suas atrizes conseguiram reviver o drama de Jesus, uma história contada há mais de dois mil anos que, no entanto, tem a força de renovar a nossa fé e a nossa esperança. De coração, agradeço a todos vocês. Agradeço a toda equipe e a todos que estão aqui, homens, mulheres e crianças”, ressaltou.

Na avaliação da organização, a edição 2026 da Paixão de Cristo foi mais um capítulo de sucesso de um projeto cultural promovido pela Prefeitura de João Pessoa.

Exit mobile version