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Leo Bezerra reúne vereadores e apresenta ações contra chuvas e projeta nova fase em João Pessoa

Desde o início das chuvas em João Pessoa, que já somam mais de 400 milímetros na última semana, o prefeito Leo Bezerra vem acompanhando de perto a situação das áreas mais atingidas, bem como das famílias afetadas, que estão recebendo assistência da Prefeitura. O gestor acionou o programa Cuidar do Lar para a reforma das casas mais prejudicadas e garantiu o auxílio-moradia, permitindo que essas pessoas permaneçam em locais seguros.

Agora, a gestão se prepara para uma segunda fase, com foco na limpeza de vias, manutenção de estruturas danificadas e ações preventivas para as próximas chuvas. Com esse objetivo, nesta quarta-feira (6), o prefeito apresentou um relatório das medidas adotadas pela Prefeitura durante reunião com os vereadores de João Pessoa, no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria. Na ocasião, ele afirmou que espera contar com o apoio dos parlamentares em decisões relacionadas ao uso de recursos e à destinação de emendas.

“A Prefeitura destinou mais de R$ 1,3 milhão para ações em diversas frentes, sem contar os serviços de saúde. Tenho dito que vamos fazer uma gestão em conjunto, contando com a sociedade, com as secretarias e com toda a Câmara de Vereadores. Tenho certeza de que a Prefeitura não deixará de tomar nenhuma providência e sei que a Câmara também não, pois os vereadores estão aqui para nos ajudar nessa questão”, afirmou o prefeito.

Leo Bezerra também explicou aos parlamentares que aguarda recursos do Governo Federal para atender ao plano de contingência elaborado pelas secretarias municipais e apresentado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A reunião contou com a presença de todos os vereadores, inclusive do presidente da Câmara, Dinho Dowsley, que, mesmo afastado para cuidados com a saúde, participou de forma virtual. Também estiveram presentes secretários das áreas de Infraestrutura, Defesa Civil, Desenvolvimento Urbano e Emlur.

De acordo com a Defesa Civil, as inundações e alagamentos resultaram em 1.540 pessoas diretamente afetadas. Os registros oficiais apontam 7 pessoas feridas, 29 enfermas, 72 desabrigadas e 117 desalojadas. Não houve registro de óbitos ou hospitalizações durante o evento climático.

Em relação aos danos materiais, 85 unidades habitacionais foram atingidas por inundação, sendo 42 completamente destruídas, concentradas nos bairros de Gramame, Engenho Velho, Ponta de Gramame e Muçumagro. Além disso, 337 casas foram afetadas por alagamentos em localidades como Valentina, João Paulo II, Muçumagro, Gramame, Engenho Velho, Colinas II, Miramar, Água Fria, Distrito Mecânico, Padre Zé e Mangabeira VIII.

A Prefeitura atuou de forma integrada com diversos órgãos, realizando interdições, limpeza urbana, drenagem, demolições preventivas e assistência às famílias. Dezenas de famílias foram acolhidas em abrigos, casas de apoio ou atendidas em domicílio, com oferta de refeições, cestas básicas, auxílio-moradia, kits e atendimento de saúde. A Secretaria de Saúde monitorou riscos de doenças por exposição à água contaminada, sem casos confirmados até o momento. A Seinfra identificou 23 pontos de alagamento e mobilizou 170 profissionais; a principal causa foi o acúmulo de lixo nas galerias. A operação emergencial teve custo de R$ 1,3 milhão.

Entre os vereadores, houve consenso quanto à situação emergencial enfrentada pelo Município e à necessidade de continuidade das ações. Os parlamentares Guga Moov Jampa, Guga Pet, Marcus Henriques e Milanez Neto destacaram a possibilidade de destinação de emendas parlamentares para apoiar a gestão municipal enquanto não chegam recursos do Governo Federal.

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