
O projeto “SEI Incluir”, uma iniciativa da Secretaria Especial de Inclusão (Sinc-Rio), deu início ao seu cronograma de ações voltadas para a garantia dos direitos e da dignidade de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e neurodivergentes. Fundamentado na Lei nº 12.764/2012 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, o programa busca consolidar uma cidade mais inclusiva por meio da disseminação de conhecimento e do apoio direto às famílias.
Primeiras Ações: Cultura e Diálogo Territorial
No dia 28 de maio, o projeto realizou seu primeiro encontro oficial, promovendo uma visita ao Museu do Amanhã com famílias atípicas vindas das comunidades da Rocinha e de Campo Grande. O evento contou com uma roda de conversa estratégica para o esclarecimento de dúvidas, reforçando o princípio de valorização da escuta e do protagonismo da população atendida.
Dando continuidade às ações de sensibilização, o projeto realiza no dia 29 de maio, às 9h, uma atividade especial na comunidade do Aço, em Santa Cruz. Sob o tema “Autismo: Compreender para incluir”, o encontro abordará como o autismo acompanha o indivíduo em todas as fases da vida — da infância à velhice — exigindo percepções e suportes adequados para cada etapa.
Estratégia de Impacto e Capilaridade
A eficácia do SEI Incluir baseia-se na intersetorialidade, unindo a expertise técnica da SINC-Rio à capilaridade do programa Territórios Sociais (IPP). Essa união permite que as ações alcancem as cinco Áreas Programáticas (A.P.) do município, priorizando territórios com altos índices de vulnerabilidade social. O foco recai sobre famílias que enfrentam sobrecarga emocional e isolamento, muitas vezes em lares chefiados por mulheres.
Com uma meta estabelecida de realizar, no mínimo, 800 atendimentos mensais, o projeto utiliza formatos dinâmicos como oficinas, palestras e a distribuição de materiais educativos em toda a rede municipal.
Para assegurar a excelência no atendimento e o cumprimento do plano de trabalho ao longo de 24 meses, o projeto conta com um corpo técnico de 65 profissionais, incluindo psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. Além da missão externa, o SEI Incluir reafirma seu compromisso com a equidade institucional ao adotar reservas de vagas para afrodescendentes (20%), pessoas com deficiência (2%) e jovens aprendizes (5%) em sua própria equipe.
Este conjunto de ações visa não apenas o atendimento imediato, mas a transformação duradoura da realidade local, promovendo a autonomia e a integração social plena dos cidadãos neurodivergentes no Rio de Janeiro.
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